Os Dois Irmãos

Os Dois Irmãos

Wander Piroli e Odilon Moraes

Coleção: Quem lê Sabe Por quê
ISBN: 978-85-504-0596-4
Ano: 2018
Páginas: 32

Preço sugerido: R$ 36,00
Capa: Brochura
Formato: 21cm X 17cm
Código: 067230

Resumo do livro .

O menino sonhava ter um bichinho de estimação, qualquer um. Desejo reprovado pelos pais, que diziam não gostar de animal em casa. Um dia, entra pela porta da garagem uma caminhonete trazendo um cabrito. Ficaria ali por uns dias até a chegada do Natal. O menino logo vê no cabrito o brinquedo com que sonhava. Pelo, cheiro, teria nome, comeria folhas da horta, encheria os dias com seus meés e batuques de botinhas pelo quintal. Foi se afeiçoando, conversava com ele como se fosse um amigo. A mãe pede providências – não quero saber dessa amizade, esse cabrito vai dar problema. O pai, sem conceder a nenhum apelo, se fecha, duro duro – o cabrito é presente que ganhei e vamos comer no Natal. O que se dá é uma comovente trama onde o jeito menino de sentir entra em conflito com o desejo e a autoridade paterna. Decepção e uma nódoa que podem ficar para a vida inteira. Wander Piroli é pescador de palavras, tece harmonias em música de peixe, daí seu jeito raro de contar histórias. As aquarelas de Odilon Moraes estão atentas a tudo em suave maneira e exatidão. TAVINHO MOURA

 

SOBRE O AUTOR:

WANDER PIROLI [1931-2006] “Nenhum escritor verdadeiro nasce pronto ou por acaso.E alguns levam anos para encontrar o caminho, alinguagem e o olhar.” Assim começa Tião Martins afalar do amigo e escritor Wander Piroli.Nascido na Lagoinha, bairro pobre e periférico de BeloHorizonte, reduto de italianos, boêmios e marginais,Wander diria um dia “A minha visão do mundo é avisão da Lagoinha”, bairro que serviu de inspiração eambientação para a obra do escritor. Formado em Direito,trabalhou por pouco tempo na defesa trabalhistade seus companheiros de jornada, mas logo desistiuda carreira. Jornalista, passou por muitas redações deBelo Horizonte entre as décadas de 1950 e 2000.O que ninguém sabia é que, ao longo de todo o percurso,Piroli afinava e aperfeiçoava seu estilo de escrita.Chegou a alugar uma casa em um dos bairros maisviolentos de Belo Horizonte, onde passava horas, dias,semanas, em trabalho silencioso – sempre intercaladospelo futebol com os amigos, as mesas de bar eas viagens de fim de semana com a família, sagradas,segundo contam os amigos. Ainda de acordo com osamigos, Wander jamais comentava sobre o trabalho ea busca da linguagem que o caracterizaria. Em 1966,com a publicação de seu primeiro título, A mãe e o filhoda mãe, em que conta a infância vivida com a avó italiana,ficou evidente que a clareza, o lirismo e a economialinguística que singularizam sua produção de escritoreram características que tinham sido cuidadosa e incansavelmentelapidadas. Trabalhadas até Wandersentir que aquilo estava pronto para ser lido. Com Omenino e o pinto do menino, em 1975, enveredou pelaliteratura infantojuvenil e ganhou notoriedade – aindaque não a que lhe cabe, como um dos maiores escritoresde seu tempo – e no ano seguinte Os rios morremde sede lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Melhor Livro Infantil.O escritor ainda publicaria cinco títulos em vida,entre infantis e contos adultos, e teve dois livros publicadospostumamente. ODILON MORAES Formado em Arquitetura, Odilon começou a ilustrarainda na faculdade. Depois de uma década ilustrandotextos de outros autores, passou também a escreveros seus. A princesinha medrosa e Pedro e Lua são dois deseus títulos mais conhecidos, ambos ganhadores doprêmio de Melhor Livro para Crianças, oferecido pelaFundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Como ilustrador, recebeu três prêmios Jabuti, um deles pelas imagens deste O matador, de Wander Piroli, sobre o qual afirma: “Seus não ditos parecem convites generosos para que as imagens também possam falar”. Além de criador, é pesquisador da história do livro ilustrado, assunto que aborda em aulas e palestras em universidades, bibliotecas e espaços culturais. As obras Nem filho educa pai, O matador e Os dois irmãos, publicações da SESI-SP Editora, foram pensadas pelo ilustrador como uma trilogia. “São textos que conversam entre si. Piroli tira beleza da crueza do cotidiano. Não nos leva a lugar algum, nos traz pro nosso próprio lugar. E isso dói.”



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